• Ivan Milazzotti
    O Zen e a Arte da Escrita
    18-09-2025 16:15:44
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Não arruíne a sua mente

Não arruíne a sua mente

Ou a beleza se esvai; o sol de Roma, cego,

Sepulta o seu hotel frio!

Onde era céu, inferno.

Tema os temores e o dilúvio

Que o tempo lépido se esconde no sangue do turista

E bamboleando deixa a casa escondida

Na vista da Roma perdida-em-ruínas.

Pense no seu sangue sem vida. Cuidado!

Os tijolos e os ossos descartados de Roma dormem ali.

Em cada cromossomo e gene

Está tudo o que era ou deveria ter sido.

Todas as sepulturas e tronos arquitetônicos

Atirados em ruínas em seus ossos.

Terremotos do tempo estão onde a vida cresce,

E toda a sua escuridão futura sabe,

Não leve essas ruínas internas para Roma.

Um homem triste sabiamente fica em casa;

Porque, se a melancolia for

Aonde tudo está perdido, sua perda cresce

E toda a escuridão que se emprega

Abundará – então viaje com alegrias.

Ou tudo o mais se consumará em ruínas.

Uma morte que esperou muito e até bem tarde

E todas as cidades ardendo de sangue

Vão sacudir e cair sãs e boas,

E você com visão arruinada verá

Uma Roma perdida e arruinada. E você?

Estátua trincada e remendada pela luz da lua

Ainda fugidia dentro da meia-noite da alma.

Então não siga viagem de mau humor

Ou falta de luz do sol no sangue.

Viajar assim custa o dobro,

Você e o império se perdem.

Quando a sua mente sepultura for drenada pela tempestade,

E tudo parecer lápide em Roma –

Turista, não vá.

Fique em casa.

Fique em casa!