• Ivan Milazzotti
    Anatomia da História
    03-07-2025 15:36:59
    MOD_ARTICLEDETAILS-DETAILS_HITS
    50

TRANÇADO DE CENAS

Por que Jane Austen e Charles Dickens são contadores de histórias tão bons, que ainda encantam leitores mesmo neste mundo de alta tecnologia e alta velocidade? Um motivo é o fato de serem dois dos melhores trançadores de cenas de todos os tempos.

Uma cena é geralmente uma ação que acontece em determinada hora e em determinado lugar. É a unidade básica do que de fato acontece na história e é vivida, em tempo real, pelo público. O trançado de cenas é a sequência dessas unidades. Para ser um grande contador de histórias, você deve criar um trançado como uma tapeçaria fina, apanhando cada fio por um momento antes de deixá-lo desaparecer sob a superfície e reaparecer de novo um pouco mais tarde.

O trançado de cenas (mais conhecido como lista de cenas, escaleta de cenas ou resumo de cenas) é o passo final antes de escrever uma história ou um roteiro completo. É uma lista de todas as cenas que você acredita que estarão na história final, junto com uma etiqueta para cada cena em que ocorre um passo da estrutura.

O trançado de cenas é um passo extremamente valioso no processo de escrita. Como os sete passos, a rede de personagens e a sequência de revelações, esse é um modo de ver como a história se encaixa sob a superfície.

O trançado de cenas é, na verdade, uma extensão da trama – é a trama nos mínimos detalhes. O objetivo dessa ferramenta é permitir ao autor uma última olhada na arquitetura geral da história antes de escrevê-la. Portanto, não entre em detalhes excessivos porque isso vai esconder a estrutura. Tente descrever cada cena em uma frase. Por exemplo, uma descrição de quatro cenas de O poderoso chefão poderia ser:

  • Michael salva o Dom de ser assassinado no hospital.
  • Michael acusa o chefe de polícia McCluskey de trabalhar com Sollozzo, e o chefe dá um soco nele.
  • Michael sugere matar o chefe e Sollozzo.
  • Clemenza mostra a Michael como executar Sollozzo e o chefe.

Note que apenas uma ação essencial de cada cena foi listada. Se você se ativer a descrições de duas ou três frases, conseguirá listar o trançado de cenas de sua história em poucas páginas. Depois de descrever a cena, liste o passo de estrutura (como desejo, plano ou derrota aparente) que é realizado durante ela. Algumas cenas terão essas etiquetas de estrutura, mas muitas, não.

*

PONTO-CHAVE: Esteja preparado para mudar o trançado de cenas quando começar a escrever cada uma delas.

*

Quando for escrever uma cena de fato, talvez você descubra que a ação básica ocorrendo nela não é o que você pensava – só vai ter certeza quando "entrar" na cena e a escrever. Então, seja flexível. O que importa neste momento do processo é ter uma visão geral do que você pensa ser a principal ação de cada cena.

Tenha em mente que a maioria dos filmes de Hollywood traz de quarenta a setenta cenas. Um romance pode ter o dobro disso e, dependendo da duração e do gênero, possivelmente bem mais.

Sua história pode ter subtramas – ou subseções – que, quando trançadas, criam a trama. Se houver mais de uma subtrama ou subseção, etiquete cada cena com um número de linha de trama ou subseção. Assim, você vai conseguir ver as cenas de cada subtrama como uma unidade separada e garantir que cada subtrama tenha um desenvolvimento apropriado.

Quando tiver o trançado de cenas completo, veja se precisa realizar as seguintes mudanças:

  • Reordene as cenas. Primeiro, concentre-se em arrumar a sequência geral da história e depois examine as justaposições entre as cenas individuais.
  • Combine cenas. Muitas vezes, os escritores criam uma cena por nenhum motivo além de inserir uma boa fala. Sempre que possível, combine cenas para que todas elas tenham conteúdo, mas certifique-se de que todas também realizem essencialmente uma ação.
  • Corte ou acrescente cenas. Sempre elimine o excesso. Lembre-se: o ritmo da história está relacionado não só à duração de uma cena, mas também à necessidade de ela existir. Uma vez que tenha eliminado todo o excesso, você pode encontrar lacunas no trançado que vão exigir cenas novas. Nesse caso, acrescente-as à lista no ponto adequado.

*

PONTO-CHAVE: Ordene as cenas por estrutura, não por cronologia.

*

A maioria dos escritores escolhe a ordem das cenas de acordo com a cronologia das ações (cenas). O resultado é uma história cheia de enrolação, com muitas cenas inúteis. Em vez disso, escolha uma cena baseando-se em quanto ela faz o desenvolvimento do herói avançar. Se esse desenvolvimento não avançar, ou se ele não for estabelecido de um jeito crucial, elimine a cena.

Essa técnica garante que toda cena na história seja essencial e esteja na ordem correta. Em geral, você acaba com uma sequência de cenas em ordem cronológica, mas nem sempre.

*

PONTO-CHAVE: Preste atenção especial à justaposição de cenas.

*

Especialmente no cinema e na televisão, em que a mudança de cena ou linha de trama é instantânea, a justaposição entre duas cenas pode ser mais significativa do que os eventos das cenas individuais. Nessas justaposições, é importante olhar primeiro para o contraste de conteúdo. De qual forma, se é que isso ocorre, uma cena comenta a cena anterior?

Então, examine o contraste de proporção e ritmo. A cena ou seção seguinte tem a importância e duração corretas, comparada à cena ou seção anterior?

Uma boa regra básica é: encontre a linha e a mantenha.

Há algumas cenas – como as de subtrama – que só preparam o terreno para o impulso narrativo. Insira-as, mas nunca se afaste demais da linha narrativa, senão sua história vai literalmente desmoronar.

Há várias formas de criar justaposições potentes. Uma das melhores, em especial no cinema e na televisão, é a justaposição entre visão e som. Nessa técnica, você divide essas duas faixas de comunicação para criar um terceiro significado.

  • M: o vampiro de Dusseldorf

(Thea von Harbou e Fritz Lang, 1931) Um exemplo clássico dessa técnica ocorre no grande filme alemão M: o vampiro de Dusseldorf. Nele, um assassino de crianças compra uma bexiga para uma garotinha. Na cena seguinte, uma mulher prepara o jantar e chama sua filha: "Elsie". Enquanto ela continua chamando a garota, a faixa visual se separa da faixa de som e o público vê uma escada vazia, um bloco de apartamentos, a cadeira vazia de Elsie, seu prato e colher na mesa da cozinha, enquanto são ouvidos os gritos cada vez mais desesperados da mãe chamando "Elsie". A linha visual termina com a visão de uma bexiga que fica presa em cabos elétricos e então flutua para longe. Esse contraste entre a faixa de som e a visual produz um dos momentos mais dolorosos da história do cinema.

Talvez a técnica mais comum de justaposição no trançado seja a alternância de cenas. Nela, você pula entre duas ou mais linhas de ação. Essa técnica tem dois efeitos principais:

  1. Cria suspense, especialmente quando você alterna em um ritmo crescente, como quando alguém está correndo para salvar uma vítima em perigo.
  2. Compara duas linhas de ação, dois blocos de conteúdo, e as torna iguais. Isso expande o padrão temático. Toda vez que você pula entre duas linhas de ação, passa de um desenvolvimento linear simples (que costuma ser de um único personagem) para mostrar um padrão mais profundo, presente na sociedade como um todo.

Um exemplo da alternância de conteúdo é uma sequência em M: o vampiro de Dusseldorf na qual a história vai e volta entre um grupo de policiais e um grupo de criminosos. Cada um está tentando descobrir o assassino de crianças, então a alternância mostra ao público como dois tipos de pessoa, geralmente considerados opostos, são, de muitas formas, idênticos.

  • O poderoso chefão

(romance de Mario Puzo, roteiro de Mario Puzo e Francis Ford Coppola, 1972)

Um exemplo ainda melhor de alternância de conteúdo ocorre na cena da batalha de O poderoso chefão. O desafio é criar uma cena que expresse o caráter de Michael, o que ele se tornou como o novo chefão. Ao mostrar os empregados de Michael assassinando os chefes das cinco famílias criminosas, os escritores não só fornecem uma série densa de golpes como também expressam a posição de Michael como um tipo de chefe corporativo do crime. Ele não mata esses homens pessoalmente em um ataque passional, e sim contrata em sua empresa homens que são especialistas em matar.

A isso, os escritores acrescentam outra alternância: entre os assassinatos em massa e a renúncia de Michael a Satã enquanto se torna padrinho de uma criança cujo pai está prestes a assassinar. Por meio dessa alternância, o público vê Michael se tornar Satã no mesmo momento em que ele atinge o auge de seu poder como chefão.

Eu gostaria de comparar o trançado de cenas de uma versão anterior do filme com a versão final. Podemos ver como a justaposição correta das cenas – e, nesse caso, de seções inteiras – pode fazer uma diferença enorme na qualidade da história. A diferença-chave entre esses trançados de cenas surge logo depois que Michael atirou em Sollozzo e no chefe de polícia McCluskey no restaurante. Note que, na versão anterior, os escritores listam todas as cenas relacionadas à morte de Sonny e ao fim da guerra entre as famílias (em sublinhado). Então listam as cenas de Michael na Sicília, acabando com o assassinato de sua esposa (em itálico).

  • Versão inicial de O poderoso chefão
    1. No restaurante, eles conversam; Michael pega a arma e atira neles.
    2. Montagem de artigos de jornal.
    3. Sonny transa com uma garota e vai à casa da irmã, Connie.
    4. Sonny encontra Connie com um olho roxo.
    5. Sonny espanca o marido de Connie, Carlo, na rua.
    6. Tom não aceita a carta de Kay para Michael.
    7. Dom Corleone é levado do hospital para casa.
    8. Tom conta a Dom Corleone o que aconteceu; o Dom fica triste.
    9. Sonny e Tom discutem porque Sonny quer matar o velho Tattaglia.
    10. Há uma briga feia entre Connie e Carlo; Connie liga para casa; Sonny fica furioso.
    11. Sonny é morto no pedágio.
    12. Tom conta a Dom Corleone que Sonny está morto – Dom Corleone ordena que se faça a paz.
    13. Dom Corleone e Tom levam o corpo de Sonny para o agente funerário Bonasera.
    14. Dom Corleone faz as pazes com os chefes das famílias.
    15. Dom Corleone fica sabendo que Barzini é o líder deles.
    16. Na Sicília, Michael vê uma garota linda na estrada e diz ao pai dela que quer conhecê-la.
    17. Michael conhece Apollonia.
    18. Michael e Apollonia se casam.
    19. Noite de núpcias.
    20. Michael ensina Apollonia a dirigir; descobre que Sonny está morto.
    21. O carro de Michael explode com Apollonia dentro.

Essa sequência de cenas tem uma série de problemas. Ela mostra primeiro as cenas mais cheias de conteúdo e dramáticas (a morte de Sonny e a revelação de Barzini) e depois a trama decepciona quando se transfere para a Sicília. Além disso, Michael-na-Sicília é uma sequência longa e relativamente lenta, de modo que a história em geral sofre uma freada brusca, e os escritores têm uma dificuldade tremenda para fazer o "trem" partir de novo depois que essa seção se conclui. Colocar todas as cenas com Apollonia de uma vez também acentua o caráter súbito e um tanto implausível do casamento de Michael com uma camponesa siciliana. O diálogo tenta suavizar esse fato dizendo que Michael se apaixonou à primeira vista, mas, quando vemos essas cenas de uma vez, a explicação não é convincente.

  • Versão final de O poderoso chefão

No roteiro final, os escritores superam essa falha potencialmente fatal no trançado de cenas alternando a linha de Sonny e a linha de Michael.

  1. No restaurante, eles conversam; Michael pega a arma e atira neles.
  2. Montagem de artigos de jornal.
  3. Dom Corleone é levado do hospital para casa.
  4. Tom conta a Dom Corleone o que aconteceu; o Dom fica triste.
  5. Sonny e Tom discutem porque Sonny quer matar o velho Tattaglia.
  6. Na Sicília, Michael vê uma garota linda na estrada e diz ao pai dela que quer conhecê-la.
  7. Michael conhece Apollonia.
  8. Sonny transa com uma garota e vai à casa da irmã Connie.
  9. Sonny encontra Connie com um olho roxo.
  10. Sonny espanca o marido de Connie, Carlo, na rua.
  11. Casamento de Michael e Apollonia.
  12. Noite de núpcias.
  13. Tom não aceita a carta de Kay para Michael.
  14. Há uma briga feia entre Connie e Carlo; Connie liga para casa; Sonny fica furioso.
  15. Sonny é morto no pedágio.
  16. Tom conta a Dom Corleone que Sonny está morto – Dom Corleone ordena que se faça a paz.
  17. Dom Corleone e Tom levam o corpo de Sonny para o agente funerário Bonasera.
  18. Michael ensina Apollonia a dirigir; descobre que Sonny está morto.
  19. O carro de Michael explode com Apollonia dentro.
  20. Dom Corleone faz as pazes com os chefes das famílias.
  21. Dom Corleone fica sabendo que Barzini é o líder deles.

Ao alternar entre essas duas linhas, a siciliana, mais lenta, nunca é mostrada por tempo suficiente para matar o impulso narrativo da história. Além disso, ambas as linhas se afunilam para um único ponto, que é a derrota aparente do herói, o ponto mais baixo dele na história (veja o Capítulo 8), quando o assassinato de Sonny é quase imediatamente seguido pelo de Apollonia. Esse golpe duplo é então coroado pela grande revelação de que Barzini estava por trás de tudo. Essa revelação de que Barzini é o verdadeiro oponente impele o resto da trama para sua conclusão espetacular.

O trançado de cenas é uma técnica que se compreende melhor usando uma abordagem de estudo de caso. Vamos começar por um exemplo da série ER: Plantão médico porque o drama televisivo é muito focado em trançar uma tapeçaria rica na qual múltiplas tramas são justapostas.

TRANÇADO DE CENAS – TRAMA DE MÚLTIPLOS FIOS

A trama televisiva de múltiplos fios alterna cenas entre três e cinco tramas principais, cada uma com seu próprio herói. Contar tantas histórias em cerca de quarenta e cinco minutos (sessenta minutos menos o tempo dos comerciais) significa que nenhuma das linhas pode se aprofundar demais em um único episódio. Os escritores esperam compensar isso ao longo da temporada e nas muitas temporadas que a série permanece no ar.

*

PONTO-CHAVE: Em um trançado de múltiplos fios, a qualidade da história em geral decorrerá primariamente da justaposição das tramas. É feita uma comparação entre o que várias pessoas em uma minissociedade estão enfrentando ao mesmo tempo, e o público pode ver em forma comprimida como os protagonistas usam diferentes soluções para tentar resolver, essencialmente, o mesmo problema.

*

PONTO-CHAVE: Trabalhando com três a cinco tramas é impossível cobrir os 22 passos em cada linha, mas cada uma deve conter os sete passos de estrutura principais. Se tiver menos que os sete passos, a linha não é uma história completa e o público vai sentir que é desnecessária e irritante.

*

PONTO-CHAVE: Com múltiplos protagonistas e tantas linhas, você dá forma à história em geral e mantém o impulso narrativo fazendo com que o herói de uma linha seja o oponente de outra. Isso evita que a história se torne cada vez mais expansiva com, por exemplo, cinco heróis, cinco oponentes, uma miríade de personagens secundários e por aí em diante.

*

Um dos motivos para ER: Plantão médico e outros dramas televisivos usarem a alternância de múltiplos fios é que isso fornece ao episódio uma densidade dramática. Não há momentos de calma nessas histórias. O público vê apenas as cenas mais dramáticas de cada trama. No caso de ER: Plantão médico, o criador Michael Crichton – o maior escritor de premissas de Hollywood – descobriu como combinar, em uma série, as vantagens do drama médico e do gênero de ação. A essa mistura, Crichton acrescentou uma rede de personagens que cobre uma gama ampla de classe, raça, origem étnica, nacionalidade e gênero. É uma combinação muito potente e popular.

  • ER: Plantão médico – "The dance we do" [A dança que fazemos]

(Jack Orman, 2000)

O episódio específico que vamos analisar tem cinco tramas, cada uma estendendo-se e crescendo com base em diversos episódios anteriores:

Trama 1: a mãe de Abby, Maggie, veio visitá-la. Ela é bipolar e tem um histórico de interromper o tratamento, ter crises e desaparecer por longos períodos.

Trama 2: a dra. Elizabeth Corday está sendo processada e deve dar um depoimento. O advogado da oposição alega que ela cometeu um erro em uma cirurgia, que deixou o cliente dele paralisado.

Trama 3: membros de uma gangue mataram o sobrinho do dr. Peter Benton em um episódio anterior. A namorada do garoto, Kynesha, aparece no hospital após ter sido espancada.

Trama 4: Mark Greene vem mantendo um segredo de sua namorada, Elizabeth (dra. Corday), e dos outros médicos. Hoje ele descobre se seu tumor cerebral é fatal.

Trama 5: por causa de um vício em drogas, o dr. Carter precisa passar por testes regulares se quiser continuar trabalhando no hospital.

A primeira coisa que se nota sobre esse episódio é que as tramas têm uma unidade subjacente: elas são todas variações do mesmo problema, de modo que as justaposições compensam. No nível superficial, muitas delas lidam com personagens com um vício em drogas. No entanto, o mais importante é que todas as cinco mostram os diferentes efeitos de mentir e de contar a verdade.

O poder do trançado em "The dance we do" vem de dois princípios narrativos: como cada trama é uma variação do tema "contar a verdade ou mentir" e como as cinco histórias se afunilam para a revelação ou autorrevelação mais potente da qual o personagem principal e aquela trama são capazes.

Teaser  
  1. A mãe bipolar de Abby, Maggie, encontra Abby contando seus comprimidos. Abby quer que a mãe faça um exame de sangue para certificar-se de que ela está tomando a medicação. trama 1: fraqueza e necessidade, oponente
Se examinar esse trançado de cenas com atenção, verá que cada trama contém os sete passos, então cada história é forte por si só. Com essa fundação, o escritor poderá, então, brincar com a justaposição de cenas individuais em diferentes tramas.
(Comercial)
Ato 1
  1. O dr. Greene tranquiliza sua namorada, a dra. Elizabeth Corday, dizendo que ela não foi negligente e que o depoimento será tranquilo. Ela recomenda que ele não trombe em outras placas na rua. trama 2: fraqueza e necessidade; trama 4: problema e necessidade
  2. No hospital, Maggie implora a Abby para não fazer o exame de sangue porque isso só fará as duas se sentirem mal. Relutante, Abby concorda. trama 1: desejo, oponente
  3. Uma mulher chamada Stephanie está procurando o dr. Malucci. Maggie entra correndo dizendo que uma garota foi jogada de um carro. trama 3: fraqueza e necessidade
  4. A dra. Cleo Finch, Abby e Maggie ajudam a garota ferida, Kynesha. Abby manda a mãe embora. trama 3: fraqueza e necessidade
  5. O advogado da oposição, Bruce Resnick, é excessivamente simpático quando encontra Elizabeth no depoimento. trama 2: oponente
  6. Cleo diz ao dr. Peter Benton que ele não deveria aceitar essa paciente porque ela é namorada de seu falecido sobrinho. Ele assume o caso. trama 3: fantasma, desejo
  7. Greene descobre com seu médico que tem um tumor inoperável. trama 4: revelação
(Comercial)
Ato 2
  1. Carter corrige o diagnóstico incorreto de Greene. Greene lembra Carter que eles precisam fazer um exame de sangue e urina nele por causa do vício de Carter. trama 5: fraqueza e necessidade, oponente; trama 4: desejo
  1. Peter, Cleo e Abby verificam se Kynesha foi estuprada. Ela insiste que só foi espancada por um grupo de garotas. trama 3: oponente
Na cena 10 (trama 3), Kynesha chega ao hospital espancada e possivelmente estuprada. Ela namorava o sobrinho que morreu há algum tempo. Na cena seguinte (11, trama 2), o advogado pergunta à dra. Corday se ela estava chateada pela morte do garoto quando operou seu cliente. Então a cena 10 (trama 3) é um momento posterior da mesma trama mencionada na cena 11 (trama 2).
  1. No depoimento, Elizabeth diz que primeiro precisou operar o sobrinho de seu antigo amante, Peter (dr. Benton). Ela estava chateada pela morte do menino quando operou o cliente do advogado. trama 2: ofensiva, oponente
  2. Carter faz piadas enquanto Abby tira seu sangue. Greene não vê graça. Abby descobre que a mãe teve problemas em uma loja de roupas. trama 5: oponente; trama 1: revelação
  3. Kynesha se recusa a contar a Peter quem a espancou. Ele conta a ela que o motivo de seu sobrinho ter levado um tiro foi porque a estava visitando. Ela diz que a gangue o matou porque ele tentou afastá-la deles. trama 3: revelação
  4. Abby precisa ajudar a mãe a evitar uma acusação de roubo. trama 1: oponente
  5. Greene diz que Carter não está tomando seus remédios e que isso está em seu contrato. Carter diz que estava farto daquilo. Greene tem uma convulsão e desaba. tramas 4 e 5: combinando histórias pessoais por meio da oposição entre médicos
(Comercial)
Ato 3
  1. Greene acorda e nega o pedido de Carter para que ele faça uma tomografia. trama 4: ofensiva
Cena 16 (trama 4), 17 (trama 2) e 18 (trama 1): cada uma mostra um personagem – Greene, Elizabeth e Maggie – mentindo para outros e negando a extensão do problema até para si mesmos.
  1. O advogado da oposição, Resnick, alega que Elizabeth realizou a cirurgia no cliente dele rápido demais, pois estava com pressa para chegar a um compromisso pessoal. trama 2: oponente
  2. Maggie insiste que estava certa. Abby diz para a mãe que ela precisa de pontos. trama 1: oponente
  3. Os policiais dizem que precisam ouvir Kynesha contar quem atirou no sobrinho de Peter ou não podem prender ninguém. Kynesha se recusa a falar. trama 3: oponente
  1. Greene conta a Carter que tem um tumor cerebral e que provavelmente não poderá trabalhar depois deste dia. trama 5: revelação
  2. O advogado de Elizabeth diz a ela para responder apenas sim ou não para limitar as informações. Ela diz que fazer isso é esconder a verdade. trama 2: oponente
Na cena 20 (trama 5), Greene enfim conta a alguém a verdade sobre si. Essa cena é imediatamente seguida pela 21 (trama 2), na qual sua namorada Elizabeth escuta do advogado que deve esconder a verdade.
  1. Maggie flerta com o namorado de Abby, o dr. Kovac, enquanto ele dá os pontos. Ela está chapada. Abby pede desculpas. A mãe a ataca e depois foge. Kovac carrega de volta Maggie, que está gritando e implorando pela ajuda de Abby. trama 1: oponente
Na cena final e no funil dramático do ato 3, a cena 22 (trama 1) mostra o terrível resultado de mentir, de fazer "a nossa dança". Em seu local de trabalho, Abby experimenta uma intensa humilhação pública quando a mãe faz um escândalo.
(Comercial)
Ato 4
  1. Elizabeth entra para a seção final de seu depoimento e encontra seu ex-paciente paralisado em uma cadeira de rodas. O advogado dela lhe diz para não deixar isso perturbá-la. trama 2: revelação, ofensiva
Na cena 23 (trama 2), o começo do ato final, Elizabeth precisa confrontar os efeitos de seu trabalho negligente quando o paciente que a está processando aparece no depoimento em uma cadeira de rodas.
  1. O psicólogo do hospital conta a Abby que pode admitir a mãe, se ela quiser, mas Abby não se importa e vai embora. trama 1: ofensiva
  1. Peter coloca Kynesha em um táxi com um último conselho sobre cuidar de seus ferimentos. Ela mostra o dedo do meio para ele. trama 3: oponente
  2. O advogado da oposição diz que o anestesiologista contou a Elizabeth que poderia haver vazamento de fluido espinal. Ela mente, insistindo que fez uma inspeção completa. trama 2: batalha, revelação ao público
Nesse ponto mais tardio da história, as batalhas e autorrevelações surgem velozes e furiosas, que é uma das grandes vantagens da técnica de múltiplos fios. Na cena de batalha da trama 2 (cena 26), no depoimento, Elizabeth toma sua grande decisão moral e mente. Então Abby, da trama 1, explica a Carter, que vem mentindo sobre o próprio consumo de drogas na trama 5, como ela e a mãe fazem uma dança infindável de drogas e mentiras e de ferir uma à outra.
  1. Carter conta a Abby que a mãe dela foi embora. Abby diz que ela desaparece por quatro meses e depois volta; é a "nossa dança". Tramas 5 e 1: combinando histórias pessoais à medida que um viciado em drogas escuta sobre outro. trama 1: autorrevelação
  2. Kynesha conta a Peter que os policiais foram à casa dela e que agora a gangue vai matá-la. Peter a coloca no carro. trama 3: oponente
  1. Elizabeth conta a Greene que o depoimento foi mal e que ela mentiu. Ela apressou a cirurgia. Greene diz que Deus lhes deve uma. Ele conta a ela que suas dores de cabeça não eram do hockey e eles se abraçam. trama 2: autorrevelação e revelação
Na penúltima cena do episódio, Greene e Elizabeth ajudam um ao outro a confrontar uma verdade negativa.
  1. Abby sai da cama que compartilha com Kovac, deixa correr a água da banheira e chora. trama 1: antigo equilíbrio
A cena final é uma reviravolta dramática brilhante dada à primeira trama. Ao começar e terminar com uma cena da trama 1, o escritor enquadra o episódio inteiro e ajuda a unificar todas as tramas. Abby se levanta no meio da noite e liga a torneira da banheira para poder chorar sem acordar o namorado. Para essas pessoas, que fazem a dança, as coisas sempre serão as mesmas. É um antigo equilíbrio, não um novo. Para Abby, essa percepção sobre si e a mãe é trágica. O público entende de repente que a vida não é uma história em cujo final as pessoas sempre mudam e crescem – e isso dói. É um lindo trançado de cenas.

TRANÇADO DE CENAS

Exercício de escrita 8

  • lista de cenas: liste todas as cenas da história. Tente descrever cada uma em uma frase.
  • etiquetas dos 22 passos: classifique qualquer cena que inclua um dos 22 passos de estrutura. Se a história tiver mais que uma trama ou subseção, classifique cada cena com a trama apropriada.
  • ordenando cenas: estude a ordem das cenas. Certifique-se de que a sequência seja construída com base na estrutura, não na cronologia.
    1. Veja se pode cortar cenas.
    2. Procure oportunidades de combinar duas cenas em uma.
    3. Acrescente uma cena sempre que houver lacunas no desenvolvimento da história.

Como o trançado de cenas é mais bem entendido na prática, gostaria de mudar nosso padrão usual de terminar o capítulo com um único exemplo e, em vez disso, examinar o trançado de cenas de três histórias. É claro, cada trançado é único a sua história e suas exigências, mas, à medida que for analisar cada exemplo, note como os diferentes gêneros apresentam vários desafios de trançado de cena que os escritores devem resolver.

TRANÇADO DE CENAS – HISTÓRIA POLICIAL

  • Los Angeles: cidade proibida

(romance de James Ellroy, roteiro de Brian Helgeland e Curtis Hanson, 1997)

Los Angeles: cidade proibida tem um dos melhores e mais sofisticados trançados de cena dos últimos anos. Tem a forma de um enorme funil, começando com três heróis policiais no mundo corrupto da polícia de Los Angeles. Ao longo da história, os escritores entrelaçam essas três linhas distintas para formar uma só e mantêm o impulso narrativo ao fazer com que os heróis sejam oponentes entre si à medida que, no final do funil, todos buscam o assassino.

Isso permite que os escritores comparem, por meio da alternância de cenas, os três heróis e suas abordagens diferentes quanto à resolução de crimes e à justiça. Também permite criar um conjunto denso de revelações à medida que o funil se estreita até um único ponto.

No trançado de cenas a seguir, Bud White é o herói 1, Jack Vincennes é o herói 2, Ed Exley é o herói 3 e o chefe de polícia Smith é o oponente principal, embora pareça ser um aliado.

  1. Como escritor da revista de fofocas Hush Hush, Sid Hudgens faz uma montagem de vídeo sobre Los Angeles como um paraíso, mas diz que é apenas uma fachada. Sob a superfície, o gângster Mickey Cohen comanda o crime organizado. Cohen foi preso e agora o vácuo criminal deve ser preenchido. mundo ficcional
Na cena de abertura, uma narração em voice-over estabelece o mundo da história – Los Angeles nos anos 1950 – e a oposição temática fundamental na qual o mundo é baseado: uma aparente utopia que é corrupta sob a superfície.
  1. O policial Bud White prende um violador da liberdade condicional por espancar a esposa. herói 1
  2. Sid concorda em pagar o sargento Jack Vincennes, conselheiro técnico na série televisiva Distintivo de honra, para prender um ator por posse de maconha para que Sid tire fotos. herói 2: necessidade, oponente/falso aliado
  3. O sargento Ed Exley responde às perguntas de um repórter sobre ser um policial promissor. O chefe Dudley Smith sugere que Ed não tem estômago para o trabalho de detetive porque Ed se recusa a quebrar a lei para pegar um criminoso. Ed insiste em ser um tenente de detetives. herói 3: desejo, principal oponente, oponente/falso aliado
  4. Bud está comprando bebida para a festa de Natal do escritório quando conhece Lynn Bracken, uma sósia de Veronica Lake. herói 1: desejo
  5. Do lado de fora, Bud bate em Leland Meeks, um ex-policial que é motorista de Pierce Patchett. Uma mulher com curativos que parece com Rita Hayworth diz a Bud que está bem. O parceiro de Bud, Dick Stensland, diz que reconhece Meeks, mas que não sabe quem ele é. herói 1: oponente, mundo ficcional, aliado
  6. Jack prende o ator Matt Reynolds e uma garota enquanto Sid os fotografa para a revista Hush Hush.
  7. Enquanto está coletando evidências de maconha no apartamento de Matt, Jack encontra um cartão que diz "Fleur de Lis". Sid narra a reportagem e o paga. herói 2: revelação
As cenas seguintes apresentam os três heróis e o chefe de polícia, que é um oponente/falso aliado:
  • Bud é um policial durão que protege as mulheres (cenas 2, 5 e 6). Durante uma de suas primeiras cenas (cena 6), os escritores discretamente apresentam o segundo grande oponente, Patchett, mas ele ainda não está agindo como oponente.
  • Jack é o policial espertalhão e corrupto que atua como conselheiro técnico em uma série policial e prende pessoas para ganhar dinheiro por fora (cenas 3, 7 e 8).
  • Ed é a estrela em ascensão que insiste em agir na legalidade e manter-se moralmente puro (cena 4).
  1. Stensland conta a alguns outros policiais na delegacia que estão atrasados porque Bud teve que ajudar uma donzela em perigo.
  1. Quando Jack traz Matt e a garota, entrega a Ed dez dólares por ser comandante de turno. Ed recusa. herói 2 versus herói 3: oponente
  2. Os policiais trazem à delegacia alguns mexicanos que espancaram dois policiais mais cedo. Bêbados, os policiais, liderados por Stensland, passam por Ed e espancam os mexicanos. Bud e Jack se juntam a eles. heróis 1 e 2: oponente
  3. Bud recusa-se a depor sobre os outros policiais na briga e é suspenso.
  4. Ed concorda em depor e sugere que o superintendente da polícia que prenda Stensland e Bud. O superintendente promove Ed a tenente. Ed conta a eles como podem forçar Jack a dar um testemunho corroborante. herói 3: ofensiva, mundo ficcional
  5. O superintendente ameaça tirar Jack da série se ele não depuser e Jack concorda.
  6. Antes do depoimento, Jack pergunta a Ed como ele foi subornado. Ele avisa Ed para que tome cuidado com os outros policiais, especialmente com Bud. herói 2 versus herói 3: oponente
Essas primeiras cenas levam a um evento divisor de águas que define os três heróis e o mundo corrupto da polícia. Todos os policiais, exceto Ed, espancam alguns prisioneiros mexicanos (cena 11). Nessa e nas próximas cenas, Ed se torna um oponente tanto de Bud como de Jack (cenas 10 a 15).
  1. O chefe devolve o distintivo e a arma de Bud e pede a ele que assuma uma missão especial, um "trabalho braçal", para desvendar um homicídio. herói 1: desejo
  2. Dois gângsteres de Cohen são assassinados no próprio carro. plano do oponente
  3. O tenente de narcóticos de Cohen é morto em casa. plano do oponente
  4. No isolado Motel Victory, Bud espanca um gângster e o chefe conta ao homem que é hora de sair da cidade. herói 1: ofensiva
  5. Em sua nova posição com os crimes de ordem pública, Jack repara na placa "Fleur de Lis" em revistas pornográficas que circulam pela cidade. herói 2: revelação
  6. Jack tenta descobrir mais sobre uma organização chamada Fleur de Lis, mas não chega a lugar nenhum. Sid não sabe nada a respeito. herói 2: ofensiva
  7. Stensland entrega seu distintivo e arma, se despede dos colegas e derruba uma caixa das mãos de Ed quando vai embora.
  8. Stensland diz a Bud que tem um encontro secreto naquela noite, mas que beberá com ele no final da semana. herói 3: oponente
Das cenas 16 a 23, a história se fragmenta em três linhas que se alternam: Bud ganha uma nova posição como "capanga" do chefe, o oponente oculto mata vários gângsteres e Jack encontra uma pista que por fim o levará a um dos dois oponentes principais.
  1. Sozinho na delegacia, Ed atende a uma chamada de homicídio no café Night Owl. herói 3: evento incitante
  2. Ed investiga a cena do crime e encontra uma pilha de corpos no banheiro masculino. herói 3: desejo
  3. O chefe assume o caso e torna Ed seu segundo em comando. Uma das vítimas é Stensland. herói 3: revelação
Agora vem o evento incitante, o caso no qual várias pessoas são assassinadas no café Night Owl, incluindo o ex-parceiro de Bud (cenas 24 a 26). Esse é o começo do efeito funil que fará as três linhas serem por fim entrelaçadas. Cada herói vai atrás dos suspeitos que, mais uma vez, fazem parte de minorias.
  1. Bud vê o corpo de Stensland no necrotério.Ed conta a ele o que parece ter acontecido.
  2. Uma mulher tem dificuldade em identificar o corpo da filha porque a garota mudou muito. Bud a reconhece como Susan Lefferts, a mulher que parecia Rita Hayworth no carro. herói 1: revelação
  1. O chefe conta a seus homens que três jovens negros foram vistos atirando com espingardas e dirigindo um carro bordô na região dos assassinatos. O superintendente diz a eles para usarem quaisquer meios necessários. plano do oponente/falso aliado, heróis 1, 2, 3: ofensiva
  2. Bud vai investigar algo sozinho. Ed aceita ajudar Jack a perseguir uma intuição. heróis 1, 2 e 3: ofensiva
  3. Bud pede ao dono da loja de bebidas o endereço de Susan. herói 1: ofensiva
  4. Patchett conta a Bud que a garota morta parecia ferida naquela noite porque tinha feito uma cirurgia plástica para ficar parecida com Rita Hayworth. Susan era parte de seu grupo de sósias de estrelas de cinema para aluguel. herói 1: revelação
  5. Bud diz a um cliente de Lynn, que é vereador, para ir embora. Lynn explica seu acordo com Patchett. Bud pede para vê-la de novo e depois muda de ideia. herói 1: desejo
  6. Um boxeador negro com um irmão na cadeia conta a Jack e Ed onde podem encontrar um cara que dirige um carro bordô. heróis 2 e 3: revelação
  7. Jack e Ed encontram dois detetives já no carro bordô. Quando vão fazer a prisão, Ed impede que os outros dois policiais atirem nos três homens negros.
  8. O chefe conta a Ed que os cartuchos das espingardas no banco traseiro do carro bordô são idênticos àqueles encontrados na cena do crime. Enquanto conduz a interrogação, Ed usa o sistema de som para passar informações de um lado para o outro entre os três suspeitos, para obrigá-los a confessar. herói 3: revelação
  9. Ed faz um dos homens admitir que feriu uma garota, e Bud entra e ameaça matar o cara para conseguir o endereço. heróis 1 e 3: revelação
  10. Bud entra na casa primeiro e encontra uma garota amarrada na cama; ele atira no peito de um homem negro e planta uma arma para fazer parecer que o homem atirou nele primeiro. herói 1: ofensiva
As próximas cenas representam uma ofensiva falsa na qual os três heróis, guiados pelo oponente/falso aliado (o chefe) vão atrás dos caras errados (cenas 29, 30 e 34 a 38). De novo, os policiais são corruptos. Jack e Ed pegam os suspeitos e Ed brilha ao comandar o interrogatório. Mas seu oponente policial, Bud, entra correndo, assume o controle da lei e assassina o suspeito principal em nome da justiça (cenas 37 e 38).
  1. Ed conta a Bud que não acredita que o homem nu tinha uma arma. Bud responde que o homem teve o que merecia e então tenta socar Ed. Eles recebem a notícia de que os suspeitos do Night Owl escaparam. herói 1 versus herói 3: oposição
  2. Ed verifica a transcrição para descobrir onde os três homens negros arranjaram as drogas e pede a um dos homens do chefe para ajudá-lo. herói 3: revelação
  3. No tiroteio, todos morrem exceto Ed. herói 3: ofensiva
  4. O chefe e os outros policiais parabenizam Ed por seu bom trabalho e o chamam de Ed Espingarda.
  5. Ed ganha uma medalha por heroísmo.
  6. Jack recebe boas-vindas calorosas no retorno ao set de Distintivo de honra.
Nessa seção do roteiro, os escritores evitam fragmentar a história, focando a oposição entre os heróis Bud e Ed (cena 39). Ed rastreia os suspeitos fugidos. No tiroteio, todos morrem exceto ele (cenas 40 e 41). Uma grande seção da história termina com a ofensiva aparentemente concluída (cenas 42 a 44).
  1. Lynn vê Bud observando-a do carro.
  1. O vereador conta a um homem que não vai votar pelo projeto de Patchett. O homem mostra ao vereador fotos dele na cama com Lynn. plano do oponente
  2. O vereador anuncia que vai votar a favor do projeto.
  3. Patchett está na abertura da construção para a nova autoestrada de Santa Monica.
  4. Patchett sorri enquanto Lynn flerta com um cliente em uma de suas festas.
Os escritores agora trazem o oponente Patchett do fundo para o primeiro plano em uma série de cenas mostrando o alcance dele na cidade (cenas 46 a 49).
  1. Bud fica enojado quando o chefe faz outro gângster ser espancado no Motel Victory. O chefe observa Bud se afastar no carro.
  2. Bud bate na porta de Lynn e ela o deixa entrar. Eles se beijam na cama. herói 1: ofensiva (segunda)
  3. Sid paga cinquenta dólares a Jack para pegar o promotor em um encontro com o jovem ator Matt Reynolds mais tarde naquela noite. Matt pergunta a Jack se eles se conheceram na festa "Fleur de Lis". Sid e Jack prometem a Matt um papel na série se ele transar com o promotor. herói 2: ofensiva
  4. Bud e Lynn assistem a um filme juntos.
  5. Jack está enojado consigo mesmo e deixa no bar os cinquenta dólares que Sid lhe pagou. herói 2: autorrevelação, decisão moral
  6. Jack encontra Matt já morto no motel. herói 2: revelação
  7. A vítima de estupro conta a Ed que mentiu sobre quando os três homens negros a deixaram naquela noite. herói 3: revelação
  8. Na cama, Lynn conta a Bud que vai para a cidade natal dela abrir uma loja de vestidos dali a alguns anos. Ele lhe conta que conseguiu sua cicatriz tentando salvar a própria mãe, mas que o pai a espancou até a morte. Bud quer deixar o serviço braçal e trabalhar em homicídios. Ele suspeita que há algo de errado com o caso do Night Owl. Lynn diz que ele é inteligente o bastante para isso. herói 1: fantasma, desejo (novo)
A história volta para as linhas de ação simultâneas, alternando novamente entre os três heróis. O elemento unificador nas três é que cada personagem está ficando desiludo com seu desejo costumeiro:
  • Bud se sente enojado por ser o capanga do chefe e se apaixona pela prostituta Lynn, que também tem conexões com o oponente Patchett (cenas 50, 51, 53 e 57).
  • Jack faz um jovem ator ser morto ao ajudar Sid a armar um encontro sexual entre o ator e o promotor público (cenas 52, 54 e 55).
  • Ed percebe que matou o cara errado no caso do Night Owl (cenas 56 e 60).
  1. Bud verifica as fotos de evidência do Night Owl. Ele lembra que tanto Stensland como Susan foram mortos lá. herói 1: revelação
  2. A mãe de Susan identifica Stensland como o namorado da filha. Bud investiga um cheiro ruim e encontra o cadáver de Meeks embaixo da casa. herói 1: revelação
  3. Ed está perturbado com o caso do Night Owl e descobre que Bud estava perguntando sobre ele de manhã. herói 3: revelação
  4. Ed descobre com a mãe de Susan que Bud já verificou embaixo da casa. herói 3: revelação
  5. Ed leva o corpo ao necrotério e pede para que se comuniquem apenas com ele.
A partir desse ponto, a história ganha foco e impulso narrativo à medida que os heróis perseguem o verdadeiro assassino. Primeiro, cada um procura separadamente, usando as próprias técnicas e com o próprio motivo de redenção (cenas 58 a 62).
  1. Ed pede a Jack que rastreie Bud porque não consegue confiar em nenhum outro policial em homicídios. Ele explica que "Rolo Tomasi" foi o nome que deu ao homem que matou seu pai policial e que saiu impune. É por isso que Ed se tornou policial, mas que perdeu a justiça de vista. Jack diz que não se lembra por que se tornou policial e concorda em ajudar Ed com o caso Night Owl se Ed o ajudar a solucionar o assassinato de Matt. heróis 2 e 3: fantasma, desejo, autorrevelação e decisão moral
  2. O gângster Johnny Stompanato conta a Bud que Meeks supostamente tinha um grande suprimento de heroína, mas foi embora. Jack os observa. herói 1: revelação
  3. Jack e Ed veem Bud beijando Lynn em seu apartamento. heróis 2 e 3: revelação
  4. Jack conta a Ed que todos os fios estão conectados a "Fleur de Lis".
  5. Ed tenta interrogar Stompanato. Ele acha que a Lana Turner real é uma sósia prostituta. heróis 2 e 3: ofensiva
  6. Jack e Ed questionam Patchett sobre Matt e perguntam por que Bud está saindo com Lynn, mas ele não diz nada.
  7. Quando Ed e Jack vão embora, Patchett liga para Sid. plano do oponente
  8. O médico-legista conta a Jack que o corpo era de Meeks. herói 2: revelação
  9. Jack pede para ver os registros de prisão de Meeks quando ele trabalhava na seção de crimes de ordem pública.
  10. Lynn conta a Ed que gosta de Bud porque ele não é como Ed, um animal político que vai se ferrar para sair na frente. Ed começa a beijá-la. Ela se move para que Sid consiga boas fotos deles transando. herói 3: desejo (segundo)
O efeito funil ganha velocidade quando Ed e Jack juntam forças (cena 63). Essa seção inclui o momento em que Ed transa com a namorada de Bud, Lynn (cena 72). A oposição entre os dois homens se intensifica.
  1. Jack vai para a casa do chefe. Ele percebeu que alguns anos antes o chefe supervisionou um caso no qual Stensland e Meeks investigaram Patchett. O chefe atira em Jack. As últimas palavras de Jack são "Rolo Tomasi". ataque de oponente/falso aliado, herói 2: revelação
Após estabelecer meticulosamente o mundo e criar três linhas que parecem distintas no começo, os escritores agora podem atingir o público com uma série de revelações. O trabalho de equipe entre Ed e Jack termina com a maior revelação de todas, uma estupenda revelação ao público: o chefe mata Jack (cena 73).
  1. O chefe manda o esquadrão caçar sem misericórdia o assassino de Jack e pergunta a Ed sobre um parceiro de Jack, Rolo Tomasi. plano do oponente/falso aliado, herói 3: revelação
  2. O chefe quer que Bud se junte a ele no Motel Victory para ajudar a quebrar o homem que pode ter matado Jack.
  3. O médico-legista diz a Ed que contou a Jack que o corpo era de um ex-policial, Meeks. herói 3: revelação
  4. O chefe questiona Sid sobre Jack e Patchett enquanto Bud o espanca. Quando Sid diz que fotografou Lynn transando com um policial, Bud fica furioso, pega as fotos e vai embora. ataque do oponente/falso aliado, herói 1: revelação
  5. O chefe vai dar o golpe final quando Sid alega que ele, Patchett e o chefe são uma equipe. revelação ao público
  6. Ed pede a um funcionário que encontre os registros diários, que terão a lista de quem Meeks prendeu quando era um policial.
  7. Lynn conta a Bud que pensou que o estava ajudando quando dormiu com Ed. Bud dá um soco nela. herói 1: oponente
  1. Ed vê nos registros que Meeks e Stensland respondiam ao chefe. Bud espanca Ed. Ed saca uma arma e diz a ele que o chefe matou Jack e quer que Bud o mate. Bud pensa que Stensland matou Meeks por causa de heroína. Ed explica que os policiais de Dudley devem ter armado para os três homens negros e, de alguma forma, está tudo conectado a Patchett. herói 3: revelação, herói 1 versus herói 3: oposição
Bud e Ed continuam suas buscas separados por mais um tempo até terem uma minibatalha, depois da qual concordam em trabalhar juntos (cena 81). Esse time conduz o resto da história.
  1. Ed conta ao promotor que quer que investiguem o chefe e Patchett. Quando o promotor recusa, Bud enfia a cabeça dele na privada e o pendura da janela. O promotor confessa que o chefe e Patchett estão assumindo o controle dos negócios de Cohen, mas que não conseguiu processá-los porque eles tinham fotos incriminadoras dele. oponente, heróis 1 e 3: revelação
  2. Ed e Bud encontram Patchett morto ao lado de uma carta de suicídio falsa. heróis 1 e 3: revelação
  3. Ed faz policiais locais levarem Lynn à delegacia sob um nome falso para protegê-la do chefe.
  4. Lynn conta a Ed que não sabe de nada sobre o chefe.
  5. Bud encontra Sid morto no próprio escritório. Ele recebe um recado de Ed para encontrá-lo no Motel Victory. herói 1: revelação
  1. Quando Bud chega, ele e Ed percebem que alguém armou para eles. Em um tiroteio, Bud e Ed matam vários homens do chefe. Bud se joga sob as tábuas da casa. Ed é atingido. Dois homens vêm matá-lo, mas Bud se levanta e os mata. O chefe atira duas vezes em Bud. Ed chama o chefe de Rolo Tomasi, o cara que sai impune. Bud apunhala a perna do chefe. O chefe atira em Bud de novo, mas Ed aponta uma espingarda contra ele. O chefe promete a Ed que ele será o chefe dos detetives se o prender, e não o matar. Sirenes se aproximam. Ed atira nas costas do chefe. heróis 1 e 3: revelação, batalha, herói 3: autorrevelação, decisão moral
Mais revelações afunilam a trama de modo que os dois personagens principais entram em uma batalha com o chefe e seus homens, que termina com Ed atirando nas costas do chefe (cena 87).
  1. No interrogatório, Ed explica que o chefe estava por trás dos assassinatos de Susan, Patchett, Sid e Jack e estava assumindo o controle do crime em Los Angeles. Fora da sala, o promotor conta ao superintendente que eles podem salvar a reputação do departamento transformando o chefe em um herói. Ed diz a eles que vão precisar de mais do que um herói para que isso funcione. mundo ficcional
  1. O superintendente dá outra medalha a Ed. Lynn observa dos fundos.
  2. Ed agradece a Bud, que está inteiro enfaixado no banco traseiro do carro de Lynn, e se despede dela. Ela dirige para sua cidade natal. novo equilíbrio, heróis 1 e 3
Sempre político, Ed transforma o assassinato em outra medalha para si (cena 89). Ele se despede de seu oposto, Bud, o cara simples que vai morar em uma cidadezinha com Lynn (cena 90).

TRANÇADO DE CENAS ALTERNADAS

  • O Império contra-ataca

(história de George Lucas, roteiro de Leigh Brackett e Lawrence Kasdan, 1980)

O Império contra-ataca é um exemplo perfeito do trançado de cenas alternadas. Para entender por que escritores empregariam essa abordagem em uma parte tão grande da trama (cenas 25 a 58), precisamos examinar as exigências estruturais da história. Em primeiro lugar, O Império contra-ataca é o episódio do meio de uma trilogia que começa com Uma nova esperança e termina com O retorno de Jedi, então não possui o foco de abertura do primeiro episódio, no qual o protagonista é apresentado, nem o foco de fechamento do terceiro, no qual tudo converge para a batalha final. A estratégia de cenas alternadas permite aos escritores usarem a história do meio para expandir a trilogia para o maior escopo possível – nesse caso, o universo. Mas ainda precisam manter o impulso narrativo, o que é até mesmo mais difícil pelo fato de ser um episódio do meio de uma trilogia que deveria, de alguma forma, se sustentar sozinho.

A habilidade mais profunda da alternância de cenas é comparar conteúdos ao justapor personagens ou linhas de ação. Isso não acontece aqui, mas o filme se aproveita das capacidades de trama da alternância, que são: aumentar o suspense, criar ganchos e abarrotar com ação o tempo limitado de um filme.

Nesse filme, o motivo mais importante pelo qual os escritores usam o trançado com alternância de cenas tem a ver com o desenvolvimento do herói – como sempre deveria ser. Em O Império contra-ataca, Luke deve passar por um longo treinamento na Força para se tornar um Cavaleiro Jedi e derrotar o Império, mas isso representa um grande problema para os escritores. O treinamento é só um passo de estrutura, e nem é um dos 22 passos cruciais. Portanto, fazer uma longa sequência de treinamento ser parte de um trançado de cenas linear – que só acompanha Luke – faria com que a trama tivesse uma freada brusca. Ao alternar o treinamento de Luke (listado aqui em itálico) com grandes cenas de ação de Han Solo, da princesa Leia e de Chewbacca escapando da tropa de Darth Vader (listadas aqui em sublinhado), os escritores dão ao treinamento e ao desenvolvimento de Luke o tempo de que precisam sem que a trama pare completamente.

  1. Luke e Han patrulham o planeta gelado de Hoth. Uma fera do gelo derruba Luke de seu tauntaun e o arrasta para longe. problema
  2. Han volta à base rebelde. Chewbacca conserta a Falcon. aliados
  3. Han pede uma dispensa para pagar uma enorme dívida a Jabba, o Hutt. Han se despede de Leia. aliados
  4. Han e Leia discutem sobre os sentimentos imaginados e verdadeiros que um tem em relação ao outro.
  5. C-3PO e R2-D2 informam que Luke ainda está desaparecido. Han pede um relatório ao oficial da base. aliados
  6. Apesar dos avisos do oficial quanto aos níveis de congelamento fatais, Han promete procurar Luke.
  7. Luke escapa do covil da fera do gelo.
  8. Na base rebelde, C-3PO e R2-D2 se preocupam com Luke.
  9. Luke se esforça para permanecer vivo no frio congelante. Han procura por ele. visita à morte
  10. Leia concorda, relutante, em fechar as portas da base, que não seriam abertas até o dia seguinte. Chewbacca e os droides temem por Han e Luke.
  11. Obi-Wan Kenobi instrui Luke a procurar treinamento com Yoda. Han chega para salvar Luke. evento incitante
  12. Pequenos caças rebeldes procuram por Luke e Han e os encontram.
  13. Luke agradece a Han por salvar sua vida. Han e Leia continuam as briguinhas românticas.
  14. O general relata que um sinal estranho está sendo captado de uma nova sonda no planeta e Han decide investigar.
  15. Han e Chewbacca destroem o droide-sonda imperial. O general decide evacuar o planeta. revelação
  16. Darth Vader recebe o relatório sobre Hoth e ordena uma invasão. oponente
  17. Han e Chewbacca consertam a Falcon e Luke se despede deles.
  18. O general rebelde recebe a notícia de que forças imperiais se aproximam e emprega um escudo de energia para proteção.
  19. Vader mata um almirante hesitante e ordena um ataque terrestre contra Hoth. plano e ataque do oponente
  20. Forças imperiais atacam a base rebelde. Luke e seu time de pilotos resistem. batalha
  21. Han e Chewbacca discutem enquanto consertam a Falcon. C-3PO se despede de R2-D2, que vai acompanhar Luke.
  22. Luke bate seu caça e escapa do andador imperial logo antes que este destrua sua nave. batalha
  23. Han ordena que Leia embarque na última nave de transporte que está partindo. Forças imperiais entram na base.
  24. Luke explode um andador imperial enquanto outro destrói o gerador de energia principal.
  25. Han, Leia e C-3PO ficam isolados da nave de transporte e correm para a Falcon.
  26. Vader e as forças imperiais entram na base rebelde. A Falcon escapa.
  27. Luke e R2-D2 escapam de Hoth. Luke informa R2-D2 que eles irão para Dagobah. desejo
  28. Com os caças TIE em perseguição, Han tenta, em vão, ligar o hiperdrive e vira a Falcon para um campo de asteroides.
  29. Luke pousa em um pântano fétido e desolado em Dagobah. plano
  30. Vader ordena que a frota imperial siga a Falcon para dentro do campo de asteroides.
  31. C-3PO trabalha no hiperdrive. Han e Leia continuam suas discussões românticas.
  32. Yoda encontra Luke, mas oculta a própria identidade. Yoda promete levar Luke até Yoda. aliado
  33. C-3PO descobre o defeito no hiperdrive. Han e Leia finalmente se beijam.
  34. O imperador anuncia que Luke Skywalker é o novo inimigo deles. Vader promete trazer Luke para o lado sombrio. plano do oponente
  35. Yoda se revela a Luke como o mestre Jedi. Yoda se preocupa com a impaciência e o comprometimento de Luke. revelação
  36. Caças TIE procuram pela Falcon no campo de asteroides.
  37. Han, Leia e Chewbacca procuram por vida fora da Falcon. Han leva a Falcon para fora de uma serpente gigante. revelação, oponente
  38. Luke treina com Yoda no pântano e depois o deixa para enfrentar um desafio estranho da Força. necessidade, ofensiva
  39. Luke entra em uma caverna e luta contra o espectro de Darth Vader. Ele corta a cabeça do espectro e vê seu próprio rosto. necessidade, revelação
  40. Vader instrui caçadores de recompensa a procurar a Falcon. O almirante anuncia que a nave foi encontrada.
  41. Caças TIE perseguem a Falcon para fora de um campo de asteroides. Han leva a Falcon diretamente para o cruzador.
  42. O almirante observa a Falcon voar em direção ao cruzador. O homem no radar perde a Falcon de vista.
  43. Luke continua seu treinamento. Ele não consegue erguer seu X-wing do pântano enquanto Yoda o levanta sem dificuldade. derrota aparente
  44. Vader mata mais um almirante por seu erro e promove outro oficial.
  45. A Falcon escapa junto com o lixo do cruzador. Han decide fazer reparos na colônia de mineração de Lando Calrissian.
  46. Luke prevê que Han e Leia sofrerão em uma cidade nas nuvens e quer salvá-los. revelação
  47. Han tem dificuldade em pousar na colônia de Lando. Leia se preocupa com o passado conturbado de Han e Lando.
  48. Lando cumprimenta Han e os outros e eles discutem sobre o seu passado conturbado. Um stormtrooper oculto explode C-3PO. oponente/falso aliado
  49. Yoda e Kenobi imploram a Luke que não interrompa seu treinamento. Luke promete voltar após salvar seus amigos. ataque do aliado
  50. A Falcon está quase consertada. Leia se preocupa com o desaparecimento de C-3PO.
  51. Chewbacca encontra C-3PO no lixo. Lando flerta com Leia.
  52. Lando explica suas operações a Han e Leia e depois leva a dupla desavisada até Darth Vader.
  53. Luke se aproxima da colônia de mineração. ofensiva
  54. Em uma cela, Chewbacca conserta C-3PO.
  55. Vader promete dar o corpo de Han ao caçador de recompensas. Lando reclama sobre as mudanças no acordo deles. plano e ataque do oponente
  56. Lando explica o arranjo a Han e Leia. Han o ataca e Lando diz que fez o melhor que pôde.
  57. Vader inspeciona uma câmara de congelamento em carbono destinada a Luke e promete testá-la primeiro em Han. plano do oponente
  58. Luke se aproxima da colônia.
  59. Vader se prepara para congelar Han. Leia diz a Han que o ama. Han sobrevive ao processo de congelamento. ataque do oponente
  60. Luke luta contra os stormtroopers. Leia avisa Luke sobre a armadilha. Luke explora uma passagem.
  61. Luke encontra Vader na câmara de congelamento em carbono e eles duelam com sabres de luz. batalha
  62. Os homens de Lando libertam Leia, Chewbacca e C-3PO. Lando tenta explicar o apuro em que estivera e eles correm para salvar Han.
  63. O caçador de recompensas leva o corpo de Han para sua nave e vai embora. Os rebeldes lutam contra os soldados imperiais.
  64. Luke e Vader continuam o duelo. Luke escapa da câmara de congelamento. O ar pressurizado puxa Luke para a tubulação de ar. batalha
  65. Lando e os outros se dirigem à Falcon. Ele ordena uma evacuação da cidade. Eles escapam na Falcon.
  66. Luke luta contra Vader na passarela da tubulação de ar. Vader revela sua identidade a Luke. Luke rejeita o lado sombrio e cai. batalha e autorrevelação
  67. Leia sente o grito de socorro de Luke. Chewbacca pilota a Falcon de volta à colônia para resgatar Luke. Caças TIE se aproximam.
  68. O almirante confirma que desativou o hiperdrive da Falcon. Vader se prepara para interceptá-la.
  69. Luke se pergunta por que Kenobi nunca lhe contou sobre seu pai. R2-D2 conserta o hiperdrive e a Falcon escapa.
  70. Vader observa a Falcon desaparecer.
  71. Lando e Chewbacca prometem salvar Han de Jabba, o Hutt. Luke, Leia e os droides os observam partir. novo equilíbrio

TRANÇADO DE CENAS – HISTÓRIA DE AMOR

  • Orgulho e preconceito

(romance de Jane Austen, roteiro de Aldous Huxley e Jane Murfin, 1940)

  1. Escrito na tela: "Isto aconteceu na Inglaterra antiga, no vilarejo de Meryton". mundo ficcional
  2. Enquanto fazem compras, uma mãe e duas de suas filhas, Lizzy e Jane, descobrem que os recém-chegados na cidade são o rico sr. Bingley e sua irmã, junto com o ainda mais rico sr. Darcy. evento incitante, desejo, oponente principal
 
  1. A mãe diz às garotas que precisam voltar correndo para casa e mandar o pai visitar os Bingley antes que outros pais os visitem primeiro.
  2. A mãe reúne as outras filhas: a estudiosa Mary, Lydia e Kitty, que estão com dois oficiais, um dos quais é o sr. Wickham. aliados, subtramas 2, 3 e 4
  3. A carruagem da mãe e das garotas passa pela carruagem da sra. Lucas e as duas mães correm para divulgar a disponibilidade de suas filhas. oponente secundário
  4. A mãe insiste que o pai, sr. Bennet, visite o sr. Bingley imediatamente para que possa apresentar as filhas. O pai a lembra de que sua propriedade deve ser repassada para um herdeiro homem, o primo, sr. Collins. Ele também diz que conheceu o sr. Bingley na semana anterior e já o convidara para o baile que aconteceria em breve. mundo ficcional
Na primeira cena após o título, os escritores apresentam imediatamente a linha de desejo: encontrar um marido. Isso dá à história uma linha na qual os escritores poderão, então, descrever o mundo (cenas 3 a 6).
  1. No baile, Wickham flerta com Lizzy. oponente/falso aliado
  2. Quando Darcy, Bingley e a srta. Bingley chegam, Lizzy chama Darcy de arrogante. Enquanto dançam, Bingley fica impressionado com a gentileza de Jane. subtrama 1, desejo
  3. Enquanto Lydia e Kitty bebem com Wickham e outro oficial, a srta. Bingley conta a Jane seu medo de ser deixada naquele fim de mundo. segunda oponente
Então, no baile (cenas 7 a 11), voltamos a estabelecer a espinha principal da história de amor entre a heroína Lizzy e Darcy. Mas, ao dar cinco filhas à família, os escritores também entrelaçam cinco subtramas (das quatro filhas e de Charlotte), para comparar mulheres e como elas encontram um marido. Uma técnica parecida é usada em Núpcias de escândalo, filme em que uma mulher deve escolher entre três pretendentes. As cinco subtramas dão à história uma imensa densidade e textura, sem prejuízo do divertimento. Na verdade, as subtramas são uma grande parte do que deleita o público no filme. Os espectadores gostam de ter pequenos momentos para cada um dos personagens secundários que refletem o mesmo problema enfrentado pelos protagonistas.
  1. Lizzy e sua melhor amiga, Charlotte Lucas, ouvem Darcy falando sobre como as garotas locais são de classe baixa e como Bingley apegara-se à única bonita. Darcy não quer lidar com a inteligência provinciana de Lizzy nem com a mãe insuportável dela. revelação, subtrama 5
  2. Lizzy recusa a oferta de Darcy para dançar e, em vez disso, dança com Wickham, com quem Darcy não se dá bem. oponente
  3. Todos estão animados porque Jane irá almoçar com Bingley em Netherfield Park. A mãe a aconselha sobre como agir.
  4. A mãe faz Jane trocar de roupa e ir a cavalo, de modo que, caso chova, ela tenha que passar a noite lá. subtrama 1, ofensiva
Há outra grande vantagem nesse trançado de cenas: estabelecer o mundo, a linha da heroína e as cinco subtramas propicia mais tarde uma sucessão densa de revelações. Essa quantidade de revelações é rara e bem-vinda em uma história de amor, que muitas vezes sofre pela falta de trama. O melhor de tudo (para o público) é que o uso das cinco filhas e a subtrama de cada uma permite aos escritores terminar essa história de amor cômica com não apenas um casamento, mas vários, incluindo um que não dá certo.
  1. Jane cavalga na chuva torrencial.
  2. Jane e Bingley ficam encantados quando o médico diz que seu resfriado a obrigará a ficar na casa dos Bingley por uma semana. A srta. Bingley fica chocada que Lizzy tenha ido sozinha e a pé até a casa, mas Darcy discorda.
  3. Lydia e Kitty querem ir ao vilarejo, enquanto a mãe treina canto e o pai brinca que vai mandar todas as garotas para a casa dos Bingley.
Assim que estabelecem o mundo, os escritores explicam a lógica na qual esse sistema se baseia: a propriedade passa para um herdeiro homem, então as mulheres precisam ter um bom casamento. Essa lógica determina todas as linhas, então os escritores criam uma série de personagens diferentes para compará-los. Com a srta. Bingley e Charlotte, a oponente e aliada da heroína, comparam-se as mulheres; com o sr. Wickham e o sr. Collins, os pretendentes. Note que as comparações começam na primeira festa (cenas 7 a 11).
  1. Darcy e a srta. Bingley acham que a maioria das mulheres não é prendada, mas Lizzy discorda. A srta. Bingley sugere que ela e Lizzy caminhem pela sala e Darcy faz um comentário espirituoso explicando por que não se juntará a elas. oponente
A festa também é o momento em que os escritores apresentam uma forte oposição inicial entre os futuros amantes, Lizzy e Darcy (cenas 8, 10 e 11). Mas, em vez de desenvolvê-la, interrompem essa linha e desenvolvem a subtrama 1, entre a irmã Jane e o sr. Bingley (cenas 12 a 15). Ao focarem a subtrama, permitem que Lizzy tenha mais tempo para conhecer Darcy, mas ainda mantêm a oposição entre os dois (cena 17).
  1. O enfadonho sr. Collins conta à mãe que sua protetora, Lady Catherine de Bourgh, o aconselhou a se casar. Quando ele sugere Jane, a mãe diz que ela está praticamente noiva, então o sr. Collins volta sua atenção para Lizzy. . terceiro oponente, segundo pretendente
  2. Chega um convite de Bingley para uma festa ao ar livre em Netherfield Park.
Então, entra a linha do segundo pretendente competidor, o sr. Collins, que é também um oponente de toda a família, já que vai herdar a propriedade deles (cena 18). Ele é um tolo enfadonho, o que acentua o conflito central de Lizzy e das outras mulheres nesse mundo, que é a necessidade de se casar bem (mesmo se o homem for entediante) versus o desejo de se casar por amor.
  1. Na festa, Collins persegue Lizzy. A pedido de Lizzy, Darcy o manda na direção errada. terceiro oponente
  2. Darcy dá a Lizzy uma aula de arco e flecha e descobre que ela é muito melhor do que ele. Referindo-se a Wickham, Lizzy pergunta a Darcy o que pensaria se um homem rico e bem-apessoado se recusasse a ser apresentado por um homem pobre. Darcy diz que um cavalheiro não deveria ter de explicar suas ações. oponente
  3. De volta à sua casa, Lizzy encontra Mary cantando mal na frente de todos. A srta. Bingley parabeniza sarcasticamente Lizzy por sua família. revelação, segunda oponente
  4. Darcy encontra Lizzy chorando na varanda e admira sua lealdade para com Wickham. Mas, quando ela e Darcy ouvem a sra. Bennet dizer que Jane certamente se casará com Bingley, Darcy vai embora e Lizzy o chama de condescendente por falhar com ela no primeiro teste de lealdade. revelação do oponente
  5. O sr. Collins pede Lizzy em casamento. Ela recusa, mas ele acha que ela aceitou. revelação
  6. A mãe quer que o pai convença Lizzy a se casar com o sr. Collins, mas ele não quer que ela se case com o homem.
A segunda festa (cenas 20 a 23) permite que os escritores fechem em um nó apertado uma série de linhas: Darcy com os pretendentes rivais, Wickham e sr. Collins, uma discussão moral entre Lizzy e Darcy, a subtrama 1 com Jane e Bingley, a oponente feminina (srta. Bingley) e as subtramas com as irmãs de Lizzy, que se tornam uma oposição à medida que elas a envergonham diante de Darcy. Essa é uma cena importantíssima, na qual a comunidade e todos os personagens estão juntos
  1. A mãe abre a carta de Bingley a Jane e fica arrasada ao descobrir que Bingley e Darcy foram para Londres. Jane chora. revelação
  2. Wickham conta a Lizzy que estava prometido para a igreja, mas que Darcy ignorou a vontade do próprio pai e impediu Wickham de ter acesso a sua herança. falsa revelação
  3. Lizzy encontra Jane chorando porque uma carta da srta. Bingley diz que Bingley visitará outra mulher. revelação
  4. Quando a sra. Lucas e Charlotte chegam com a notícia de que Charlotte vai se casar com o sr. Collins, a sra. Bennet fica brava porque Charlotte se tornará dona de sua casa. subtrama 5: revelação
  5. Lizzy implora a Charlotte que adie o casamento por um tempo, mas Charlotte recusa.
  6. Depois que Charlotte e o sr. Collins se casam, Lizzy vai visitá-los. Lady Catherine chega. aliada/falsa oponente
  7. Lady Catherine dá ordens a Collins. Ela é muito ríspida e Charlotte tem medo dela.
  8. Darcy aparece para o jantar. Lady Catherine fica chocada com a criação de Lizzy e de suas irmãs.
  9. Enquanto Lizzy toca piano, lady Catherine sugere a Darcy que ele está destinado a se casar com sua filha, Anne.
  10. Lizzy conta furiosamente a Charlotte que Bingley abandonou Jane porque Darcy queria salvá-lo de um casamento impossível.
O rompimento na subtrama 1 entre Bingley e Jane (cenas 26 e 28) é seguido por outra derrota aparente para Lizzy (cena 29): o casamento entre sua melhor amiga e aliada, Charlotte, e seu segundo pretendente, o tolo sr. Collins (subtrama 5).
  1. Darcy pede Lizzy em casamento, embora sua família não seja adequada. Lizzy recusa devido ao jeito arrogante de Darcy, ao tratamento que ele dispensou a Wickham e ao fato de ter destruído a felicidade de sua irmã. revelação, rompimento
  2. Lizzy retorna e descobre por Jane que Lydia fugiu com Wickham e eles não estão casados. O pai vai a Londres procurá-los. Darcy chega. revelação, subtrama 2
  3. Darcy conta a Lizzy que Wickham fez a mesma coisa com sua irmã. Ele oferece ajuda, mas ela diz que tudo está sendo providenciado e ele vai embora. Lizzy conta a Jane que percebeu que ama Darcy. revelação, autorrevelação parcial
  4. A srta. Bingley lê alegremente uma carta dizendo que Lydia não foi encontrada e que o sr. Bennet abandonou as buscas. Bingley fica chateado com a notícia.
  5. A família se prepara para se mudar. O pai recebe a notícia de que o tio encontrou Lydia e de que Wickham pediu uma quantia surpreendentemente pequena para casar-se com ela. revelação
  6. Lydia e Wickham chegam e anunciam que estão casados. Wickham diz que sua nova fortuna se deve à morte do tio. revelação
  7. Lizzy se recusa a prometer a lady Catherine que não vai se casar com Darcy e não se importa se lady Catherine privar Darcy de sua herança. Lady Catherine informa a Lizzy o que Darcy fez pela irmã dela, Lydia. revelação
  8. Lá fora, Lady Catherine conta a Darcy sobre os comentários de Lizzy. Ela concorda que Lizzy é a parceira certa para ele porque ele precisa de alguém que o enfrente. Darcy fica contente. revelação ao público
  9. Darcy entra na casa com notícias de Bingley.
  10. No jardim, Darcy e Lizzy veem Bingley beijando a mão de Jane. Lizzy percebe como julgou Darcy erroneamente, mas ele rebate que é ele quem devia ter vergonha de sua arrogância. Ele a pede em casamento de novo e eles se beijam. subtrama 1: autorrevelação, dupla reversão
  11. Na janela, a mãe mostra ao pai que Lizzy e Darcy estão se beijando e imagina as dez mil libras por ano de Lizzy enquanto a pobre Jane terá que viver com apenas cinco mil. novo equilíbrio
  12. Na sala ao lado, Kitty flerta com um homem enquanto Mary canta, acompanhada por um homem tocando flauta. A mãe está animada porque suas três filhas estão casadas e duas estão quase noivas. subtramas 3 e 4: casamentos, novo equilíbrio
Em seguida vem a revelação surpreendente: Darcy expressa seu amor por Lizzy e a pede em casamento (cena 36). Isso é seguido por um rompimento (embora o relacionamento jamais tivesse começado) porque ambos ainda sofrem de suas fraquezas psicológicas e morais de orgulho e preconceito. O trançado conclui uma densa série de revelações começando pela revelação ao público de que Wickham é, na verdade, um oponente (cena 37), que Darcy é bom (cena 38), a revelação da heroína de que ama Darcy (cena 38), o casamento da subtrama entre Wickham e a irmã Lydia (cena 41), o "casamento" da subtrama 1 entre Jane e Bingley (cena 45), o "casamento" da heroína com Darcy (cena 45) e a promessa de casamento para as filhas das subtramas 3 e 4 (cena 47). Essa é a série ciclônica de revelações que mencionei quando falei da trama em Tootsie. Esse tipo de densidade de trama é rara em histórias de amor, e é um grande diferencial.

TRANÇADO DE CENAS – FANTASIA SOCIAL

  • A felicidade não se compra

(conto "The Greatest Gift", de Philip Van Doren Stern, roteiro de Frances Goodrich, Albert Hackett e Frank Capra, 1946)

  1. A cidade toda reza. Dois anjos convocam um anjo de baixo escalão, Clarence, para ajudar George. Se ele for bem-sucedido, ganhará suas próprias asas. fantasma, mundo ficcional, fraqueza/necessidade
Os escritores começam com um narrador (um anjo) no céu falando sobre um momento de crise para o herói (cena 1). Isso lhes permite apresentar toda a arena da história – a cidade – e começar com intensidade dramática. Também lhes dá permissão para voltar e explicar o passado do herói, porque prometeram aos espectadores que serão recompensados com um grande drama mais tarde (o suicídio). Mais importante do que tudo, isso prepara o terreno para a recompensa fantasiosa no final da história, quando George pode ver como seria a cidade se nunca tivesse vivido.
  1. Ainda garoto, em 1919, George impede que seu irmão mais novo, Harry, caia no gelo. mundo ficcional
  2. O jovem George trabalha na farmácia de Gower. Violet e Mary estão lá. George lê que o filho de Gower morreu. Gower diz a George para trazer comprimidos, mas George vê que eles são veneno. mundo ficcional
  3. George tentar pedir um conselho ao pai, mas ele está ocupado pedindo mais tempo a Potter para que as pessoas paguem suas hipotecas. George discute com Potter. principal oponente
  4. Gower bate em George, mas George explica o erro de Gower.
A abertura guarda-chuva – que abarca uma cidade inteira – é seguida por uma série de cenas do herói quando criança (cenas 2 a 5). Elas não apenas definem o caráter essencial do herói, mas também dos habitantes principais da cidade. As cenas de infância também estabelecem uma rede complexa de conexões, tanto de personagens como de ação, que serão importantes na parte final da história.
  1. 1928: George, já adulto, ganha uma mala grátis de Gower para a viagem. desejo
  2. Na rua, George cumprimenta o policial Bert, o motorista de táxi Ernie e Violet. aliados
  3. George e Harry se divertem antes do jantar. George diz ao pai que não quer trabalhar na sociedade de empréstimo. fantasma, mundo ficcional
  4. No baile de formatura de Harry, George vê Sam e encontra uma Mary crescida e muito bonita. Eles dançam e caem na piscina. desejo (segundo)
O trançado de cenas então pula para o herói adulto, claramente afirmando seu desejo de deixar a cidade e conhecer o mundo (cena 6). Muitos personagens secundários aparecem como adultos agora (cenas 7 a 9), e o público vê como essas pessoas são essencialmente as mesmas que eram quando crianças.
  1. George e Mary voltam para casa juntos, cantam e jogam pedras em uma casa antiga na avenida Sycamore. George está prestes a beijar Mary quando ela perde o roupão e tem que se esconder nua nos arbustos. George descobre que o pai teve um derrame. desejo 1 e 2, plano
  2. Em uma reunião da diretoria, Potter quer fechar a sociedade de empréstimo. George a defende e descobre que a empresa pode continuar se ele estiver no comando. oponente, revelação, desejo e plano 1 frustrados
  3. George e tio Billy encontram Harry na estação de trem. Harry aparece com uma esposa e oferta de emprego. revelação
  4. Na varanda, George senta-se com tio Billy. A mãe sugere que ele visite Mary.
  5. Na rua, George encontra Violet, mas ela não quer caminhar no bosque.
  6. George entra na casa de Mary relutantemente e eles discutem. Sam liga. George sugere que ele construa sua fábrica em Bedford Falls. George beija Mary. revelação
  7. George e Mary se casam.
  8. Em um táxi a caminho da lua de mel, eles veem um roubo a banco. Na sociedade de empréstimo, tio Billy diz que o banco pediu o empréstimo deles de volta. Potter oferece aos clientes de George um desconto de cinquenta por cento. George implora que as pessoas não aceitem a oferta de Potter. Cada uma pega um pouco do dinheiro pessoal de George em vez disso. revelação, ofensiva
  9. George e os outros comemoram os dois dólares que sobraram no final do dia. Ele recebe uma ligação de Mary, que quer encontrá-lo na Sycamore.
  10. Bert e Ernie estão colando pôsteres na antiga casa. Mary reformou o lugar. revelação
  11. George ajuda a família Martini a sair da favela de Potter e se mudar para uma nova casa em Bailey Park. plano 2
  12. O coletor de impostos diz a Potter que ele está perdendo negócios para George.
  13. George e Mary cumprimentam o rico Sam e sua esposa.
  14. Potter oferece a George um emprego por vinte mil dólares. George, a princípio encantado, recusa. revelação
  15. George pensa na oferta de Potter e em seus sonhos. Mary diz que está grávida. revelação
  16. Montagem mostrando mais bebês, a reforma da casa, George desencorajado, guerra, homens lutando. Harry é um herói e salva um avião. George é responsável pelo alerta de ataques aéreos. ofensiva (perdendo)
Em seguida, vem uma sequência na qual cada cena possui o mesmo padrão: 1) O herói expressa seu desejo de partir. 2) A frustração o mantém na cidade. 3) Um segundo desejo conflitante o prende ainda mais à cidade. Por exemplo:
  • George quer partir, mas seu pai morre e ele tem que administrar a sociedade de empréstimo (cenas 10 e 11).
  • Ele está prestes a partir, mas o irmão Harry volta para casa casado e com uma ótima oferta de emprego em outra cidade (cenas 12 e 13).
  • George se apaixona por Mary, ajuda a cidade a superar a Depressão, enfrenta Potter, constrói o Bailey Park e tem filhos (cenas 15 a 25).
  1. Pela manhã, George entrega jornais que mostram Harry ganhando uma medalha de honra e conversa no telefone com Harry em Washington. O examinador do banco chega para conferir os registros.
  2. No banco, tio Billy está depositando oito mil dólares quando provoca Potter. Tio Billy acidentalmente entrega o dinheiro a Potter. revelação ao público
  3. Na sociedade, George ajuda Violet com o dinheiro. Tio Billy diz que perdeu os oito mil. revelação, oponente/falso aliado
  4. George e tio Billy procuram o dinheiro na rua.
  5. Na casa do tio Billy, George está desesperado. Diz que um deles vai para a prisão e que não será ele.
  6. Em casa, George é ríspido com as crianças, descobre que a filha Zuzu está doente, vai falar com ela, repreende a professora dela no telefone, depois repreende o marido da professora. George quebra coisas e vai embora. Mary liga para o tio Billy. ataque do aliado
  7. George implora ajuda a Potter. Potter sugere que ele peça a seus amigos. George não tem nenhuma garantia exceto seu seguro de vida. ofensiva
  8. No bar de Martini, o marido da professora dá um soco em George depois que ele reza por ajuda.
  9. George bate o carro em uma árvore e vai até uma ponte. Ele está prestes a cometer suicídio quando um homem pula no rio. George mergulha e o salva. derrota aparente, revelação
Agora o trançado faz algo único: após uma sequência de cenas cobrindo quase três décadas, os escritores passam por cenas que cobrem um dia (cenas 26 a 34). Esses são os eventos que conduzem à crise mencionada na cena de abertura, o suicídio de George. Eles se concluem no momento em que o voice-over do anjo começou, quando os escritores entregam a emoção prometida na abertura (cena 34).
  1. Na casa do cobrador de pedágio, Clarence diz que é um anjo que salvou George. Clarence vai ganhar suas asas se o ajudar e percebe que pode mostrar a George como a cidade seria se ele não tivesse nascido. George nota que seu lábio não está sangrando, seu ouvido ruim está funcionando bem e suas roupas estão secas. revelação
Em seguida vem a sequência de cenas-chave da história: Clarence vai mostrar a George um presente alternativo e uma cidade alternativa que existiria se George nunca tivesse vivido (cenas 35 a 42). É aqui que compensa ter investido tempo para estabelecer o mundo ficcional – a conexão de George com os habitantes da cidade.
  1. George não encontra o carro ao lado da árvore. corredor, revelação
  2. O bar de Martini agora é de Nick. Nick está prestes a expulsar George e Clarence. George vê um mendigo – é o sr. Gower, que passou vinte anos na prisão por envenenar uma criança. Nick os joga na neve. corredor, revelação
  3. Lá fora, George diz que Clarence é maluco e vai atrás de Mary.
  4. George corre através da feia Pottersville. Violet é uma prostituta, Ernie é um motorista de táxi amargurado. A casa de George na Sycamore é uma casa fantasma. George luta com Bert, o policial, e foge. corredor, revelação
  5. A mãe de George é velha e desconfia dele. Ela diz que o tio Billy é louco. corredor, revelação
  6. George visita o Bailey Park, que é agora um cemitério. Ele vê o túmulo de Harry. visita à morte
  7. Na biblioteca, George tenta falar com Mary, que está solteira, mas ela foge aterrorizada. George foge quando Bert atira. batalha
Os escritores apresentam uma série de revelações rapidamente quando George vê todos os personagens secundários em sua forma mais negativa (cenas 37, 39, 40 e 42). Ele e o público também veem a importante rede de conexões que George formou.
  1. De volta à ponte, George começa a viver de novo. Bert chega e o reconhece como George, o que deixa o protagonista maravilhado. Ele ainda tem a flor de Zuzu. autorrevelação
A história termina com George de volta ao presente, mas feliz, apesar do fato de que ainda perdeu todo aquele dinheiro. A rede de conexões de George o recompensa novamente quando a cidade oferece ajuda (cenas 43 a 45).
  1. George corre alegremente por Bedford Falls. revelação
  2. Em casa, o xerife está esperando. George abraça Mary e as crianças. Amigos chegam com uma cesta de dinheiro. Harry aparece. Uma campainha toca e George parabeniza Clarence por ganhar suas asas. novo equilíbrio e nova comunidade
Esse trançado de cenas aproveita ao máximo os grandes contrastes sociais nos quais a fantasia social se baseia. A sequência geral é densa e a justaposição de cenas é excelente.